Quem você realmente é?

11:52

Há algumas noites me reuni com alguns amigos, naquela roda de conversa que vai até alta madrugada. Entre brincadeiras uma amiga disse que via em mim uma grande dificuldade de ser eu mesma, como que um receio pela aprovação das pessoas. A princípio concordei, porque independente do tamanho de sua autoconfiança, todos nós, sem distinção, constantemente somos avaliados direta ou indiretamente por todos à nossa volta. E querendo ou não, seja ela construtiva ou destrutiva, a crítica incomoda, principalmente quando ela incide num ponto em que você não tem a mínima ideia de como lidar com ela. 

No dia seguinte decidi que era uma grande besteira me importar cem por cento com a opinião alheia. A partir daquele momento, ia quebrar com as barreiras que podiam até esconder coisas que eu mesma desconhecia sobre mim. Vi naquilo, uma oportunidade definitiva de deixar de sofrer por coisas tão pequenas e enfim parar de apenas existir e passar a viver.  

Qual não foi minha decepção, ao descobrir, que de fato, nem eu sei quem sou. Uma frustração total. Comecei a analisar minha atitude em alguns grupos e cheguei à conclusão que, embora não há como ser exatamente a mesma pessoa em todos ambientes, já que tudo depende do nível da liberdade em cada círculo social, vi uma discrepância alarmante no meu comportamento entre determinadas pessoas, ao ponto de ser a palhaça da turma em um, e a pessoa retraída e emburrada em outro, mesmo que eu deseje estar com os dois sempre. Foi assustador e ao mesmo tempo curioso descobrir duas pessoas tão antagônicas dentro de mim.
É aí que percebemos o tanto que perdemos de nossa própria identidade por acreditarmos ter de seguir determinado padrão de personalidade pra sermos aceitos. Então me pergunto, e a mim mesma respondo, qual o fator de influência de tal situação? A maldita insegurança. Aquela dúvida, incerteza, medo do novo, do diferente, de conhecer pessoas que pensam diferente de mim, e não conseguir aceitá-las, ou concordar com seus pensamentos. O desejo da estabilidade de não ter meu mundo invadido e assim preservar meus sentimentos tão infantis. 

A vida é uma descoberta constante, em que é impossível aventurar-se nela sem ser questionado, mesmo que isso possa doer às vezes. Encontre-se. Procure saber quem você é. Mude, reinvente-se, descubra-se e tenha o desejo de no fim perceber que você é a pessoa que um dia adoraria conhecer.

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