Vegetarianismo Político

17:20

Manifestações, vaias, black blocs. Esses são alguns componentes do atual cenário eleitoral brasileiro. Em plena época de eleições, o povo decide ir às ruas expressar sua indignação com as efetivas diretrizes governamentais, e exigir melhorias para o desenvolvimento do país. Mas, os eleitores têm a consciência de que a maior arma para tamanha mudança está em suas mãos?

Atualmente, o sistema eleitoral brasileiro adota uma urna eletrônica como forma de contabilizar os votos a determinado candidato de forma mais rápida, considerando o grande número de eleitores. Nela, encontra-se a opção "BRANCO" e "NULO", onde o cidadão pode parcialmente decidir sua escolha, pois nesse caso o voto vai para o candidato à frente na votação, ou anular o mesmo, invalidando-o para qualquer candidato, respectivamente. No segundo caso, o voto nulo muitas vezes é usado como forma de protesto, demonstrando grande insatisfação com os candidatos. Todavia, será o voto nulo mais eficiente ou igualmente válido se comparado a um voto consciente? Os mecanismos eleitorais passaram por grandes transformações desde às antigas civilizações. Pouco a pouco os direitos foram conquistados, porém, é inegável que ainda vivemos situações de "currais eleitorais" e "votos de cabresto" embora silenciosos em nossos dias, nos mostrando que o ato eleitoral ainda é ineficiente por parte dos eleitores; se por um lado uns anulam seu voto, outros o tem para dar, e principalmente vender.
Há quem acredite que não votar significa não compactuar com o sistema, se mostrar intolerante e acreditar no retorno satisfatório de sua decisão. Mas tal pensamento é tão ilusório quanto pensar que abster-se de comer carne diminuirá o abatimento dos animais constituintes da matéria-prima.

O voto nulo não é um ato político válido. Embora expresse o silêncio e intolerância do eleitor, não tem efeito protestante. É se colocar fora da decisão e automaticamente anular o direito a futuras cobranças. É jogar a própria opinião no lixo e ir contra à "ordem e progresso" que muitos buscamos. Votar, além de direito, é um ato decisivo. Ou se encara a realidade com braços fortes, ou deitaremos eternamente em berço - não - esplêndido.

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