Depressão: uma doença da atualidade

17:06


Tendo em vista um assunto muito comentado na última semana, a triste morte do ator Robin Williams, vamos falar um pouco sobre a depressão. Infelizmente, a depressão, uma doença da atualidade, atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e, se não for diagnosticada e tratada corretamente, pode levar à extremos como no caso de Williams, que resultou em suicídio.
Sentimentos de inutilidade, desânimo, tristeza, vazio e baixa auto-estima caracterizam a depressão. Muitas pessoas que se encontram nesse estado, consideram viver uma árdua tarefa e tudo se torna difícil, até mesmo sair de casa é algo que desafia sua capacidade, pois nada lhe parece atraente, nada pode fazer com que a dor que sente melhore e por isso, o isolamento é o melhor aliado para quem sofre com a doença, até porque, o preconceito da sociedade com relação a ela é grande, muitos não compreendem que a depressão é realmente uma patologia, que precisa de cuidados, acham que é frescura, que as pessoas usam como desculpa ou encenam para chamar a atenção, e isso é um grande agravante, pois a falta de compreensão é o que torna tudo mais difícil.
Não adianta falar para uma pessoa que está deprimida, que tudo isso é apenas uma fase e logo passa, pois ao seu ver, ninguém compreende a sua dor, a tendência é que tudo piore, nada pode ser bom para ela novamente, pois, mesmo que não queira se sentir assim, a pessoa deprimida se torna negativa, sem esperança e não há o que a conforte.
Existem estudos que comprovam alterações químicas no cérebro de pessoas deprimidas, ocorrendo uma diminuição de serotonina e noradrenalina, que são responsáveis pelo humor, emoção, sono, sexualidade, atenção entre outros. Sendo assim, não há motivo para duvidar de que as pessoas realmente sofrem, não é uma fantasia, existem alterações reais e significativas no organismo, que refletem no comportamento e nas emoções.
Em alguns casos, as pessoas já apresentam predisposição e em outros, é algo que se desenvolve ao longo da vida, devido a eventos estressores. Assim como a ansiedade, abordada anteriormente, a depressão não poupa ninguém, crianças, jovens, adultos e idosos podem ser afetados por ela.
Dentre os sintomas, os principais são: choro fácil, tristeza sem motivo aparente, visão negativa a respeito de tudo, perda (ou aumento) de apetite e peso (pode variar em cada caso), sentimentos de desvalia, fracasso, culpa, diminuição da libido, dificuldade de raciocínio e em casos extremos, idealizações suicidas, que inclui pensamentos sobre a morte e maneiras para tirar a própria vida onde o individuo já não vê mais sentido em viver e a única solução é morrer. Podem haver outros sintomas, porém, só é possível avaliá-los de forma correta em terapia.
O risco de suicídio em pessoas com depressão severa é grande, portanto, familiares e amigos devem estar atentos aos sinais (que sempre existem) que são dados, como o excesso de melancolia, falar constantemente sobre morte, citar a vontade de morrer e fazer declarações e despedidas. Lembrando que, as pessoas não se matam repentinamente, existe um pedido de socorro por trás de toda a dor.

Vale lembrar: depressão não é frescura e tem tratamento!

Portanto, é preciso estar atento aos sintomas e buscar ajuda. O tratamento é essencialmente terapêutico (com psicólogo) e medicamentoso (psiquiátrico). A duração e abordagem variam de acordo com o paciente e o grau de patologia apresentado. 
Jéssica Storti Cirino
Psicóloga - CRP: 06/119524

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