A ação de justiceiros como forma de combater a violência na cidade

15:15

Num dia comum da movimentada capital carioca, uma cena chama a atenção: uma mulher que, segundo espectadores teria tentado furtar a bolsa de outra, fora impedida por um transeunte e espancada pelo mesmo até ficar inconsciente, permanecendo no chão. Situações como essa têm sido tidas como naturais, e os "justiceiros" - agentes da agressão -  a cada dia têm tomado espaço e força - da sociedade vitimada - nesse cenário. 
Há quem seja adepto dessa prática adaptada da Lei de Talião (Olho por olho, dente por dente) com a afirmativa de que não há uma estrutura de segurança que represente o cidadão brasileiro, e ainda responsabiliza o Estado, afirmando que a pobreza seja relativa à criminalidade, dado esse que classifica o Brasil como um dos países mais violentos e inseguros do planeta. Mas seria realmente essa falsa legítima defesa a percursora principal de tais práticas?
Não é necessário buscar muito longe tal resposta; nos anos de escravatura brasileira a violência já era deliberada dos dominadores aos subordinados pelo direito de posse e estratificação social. Ou seja, faria mais sentido que a classe subordinada fosse a vítima e não agressora se olhado pela ângulo reflexivo da situação.


Um dado interessante a ser acrescentado, considera a atividade distante das justificativas dadas como punitivas, visto que, a violência com que o meliante é punido é na maioria das vezes maior que a violência que o mesmo cometeu. Ora, de fato não há uma real finalidade corretiva nas ações dos justiceiros, mas uma iniciação de barbárie motivada pela saturação do descaso com que é tratada a segurança pública.

Logo, o cidadão não dever ser o responsável direto por sua proteção, uma vez que, ao Estado cabe tal dever incluído na arrecadação de impostos, ainda que não totalmente eficiente, necessitante assim de uma aplicação mais incisiva da legislação e um reforçamento militar mais intenso nas ruas, para que se possa fazer o mínimo esboço de real segurança. É isso ou teremos que nos acostumar a ver cenas como a citada no início fazendo parte de mais um episódio comum do nosso cotidiano.

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